terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Parabéns Barack Obama




Barack Hussein Obama nasceu em 4 de agosto de 1961 em Honolulu, no estado americano do Havaí, filho de Barack Obama, Senior, um economista queniano, nascido em Nyang’oma Kogelo, distrito de Siaya, Quénia e de Ann Dunham, antropóloga americana, branca, nascida em Wichita, no estado do Kansas, Estados Unidos. Seus pais conheceram-se enquanto frequentavam a Universidade do Havaí em Manoa, onde seu pai era um estudante estrangeiro.

Separam-se quando Obama tinha dois anos de idade, divorciando-se em seguida. Seu pai retornou ao Quênia, encontrando-se com o filho apenas mais uma vez antes de falecer em um acidente de automóvel em 1982, quando seu filho Obama tinha 21 anos.

Após o seu divórcio, Ann Duham casou-se com o indonésio Lolo Soetoro. A família mudou-se para o país natal de Soetoro em 1967, tendo Obama frequentado escolas em Jakarta até os dez anos de idade. Ele então retornou para Honolulu para morar com seus avós maternos. Em Honolulu, frequentou a escola Punahou, desde a quinta série do ensino elementar americano, em 1971, até a graduação no ensino secundário, em 1979, com 18 anos.

A mãe de Obama retornou ao Havaí em 1972, quando o filho tinha 11 anos, lá permanencendo por muitos anos. Voltou à Indonésia por alguns períodos para o desenvolvimento de trabalho de campo. Ela defendeu tese de doutoramento em antropologia pela Universidade do Havaí em 1992. Faleceu de cancro nos ovários em 1995, quando Obama tinha 34 anos.

Após concluir o ensino secundário, com 18 anos, Barack Obama mudou-se para Los Angeles, onde estudou no Occidental College por dois anos. Em 1981, com 20 anos, transferiu-se para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde graduou-se 2 anos depois em ciência política, com especialização em relações internacionais. Seu pai faleceu neste período. Obama obteve o título de bacharel de artes em 1983, com 22 anos, quando foi trabalhar por um ano na empresa Business International Corporation, hoje parte do grupo que publica a revista The Economist e em seguida para a organização sem fins lucrativos New York Public Interest Research Group.

Após quatro anos na cidade de Nova Iorque, Obama mudou-se para Chicago com 24 anos, para trabalhar como agente comunitário entre junho de 1985 a maio de 1988 como diretor da Developing Communities Project (DCP), uma associação comunitária religiosa originalmente composta por oito paróquias católicas, na região da grande Roseland (Roseland, West Pullman, e Riverdale) ao sul de Chicago. Nos seus três anos como diretor da DCP, sua equipe passou de 1 para 13 pessoas e seu orçamento anual cresceu de 70 mil dólares para 400 mil dólares, tendo conseguido, entre outros resultados, auxiliar :
- a criação de um programa de educação para o trabalho,
- a criação de um programa de mentoria para a preparação para o estudo universitário, e
- o estabelecimento de uma organização de defesa dos direitos de inquilinos na região de Altgeld Gardens, em Chicago.

Obama também trabalhou como um consultor e instrutor para a fundação Gamaliel, um instituto que dá consultoria e treinamento para associações comunitárias. Em meados de 1988, com 27 anos, ele viajou pela primeira vez para a Europa, onde permaneceu por três semanas, indo em seguida ao Quênia, onde permaneceu por cinco semanas, lá encontrando-se pela primeira vez com alguns de seus parentes.

Obama ingressou na escola de direito de Harvard no final do mesmo ano de 1988. Ao final do seu primeiro ano na escola, foi escolhido como editor da revista Harvard Law Review, em função das suas notas e de uma competição de redação. Em seu segundo ano na escola, foi escolhido presidente da revista, uma posição voluntária de tempo-integral, assumindo as responsabilidades de editor-chefe e supervisionando a equipe de 80 editores. A eleição de

Obama como primeiro presidente afro-americano da revista teve ampla cobertura jornalística, sendo objeto de longas reportagem sobre ele. Ele obteve o título de doutor em direito por Harvard em 1991, com 30 anos, graduando-se com louvor. Retornou então para Chicago onde já havia trabalhado, inclusive nos períodos de férias de verão de 1989 e 1990, para os escritórios de direito Sidley & Austin e Hopkins & Sutter, respectivamente.

Em 1992, casa-se com Michelle Obama.

A publicidade associada à sua eleição como primeiro afro-americano presidente da Harvard Law Review resultou em um contrato e adiantamento para que ele escrevesse um livro sobre questões relacionadas com a raça. Num esforço para contratar Obama para o seu corpo docente, a escola de direito da Universidade de Chicago ofereceu-lhe uma posição em pesquisa e um escritório onde poderia trabalhar no seu livro. Ele planeava terminar o livro num ano, no entanto a tarefa consumiu muito mais tempo à medida que evoluiu para um livro de memórias. A fim de trabalhar sem interrupções, Obama e sua esposa, viajaram para Bali, onde passou meses escrevendo. O manuscrito foi finalmente publicado como Dreams from My Father em meados de 1995, quando Obama estava com 34 anos.

Obama ensinou direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago por doze anos. Em 1993, Obama juntou-se à firma Davis, Miner, Barnhill & Galland, um escritório de direito composto por 12 advogados especializado em casos de direitos individuais e desenvolvimento econômico de vizinhanças, atuando como advogado associado por três anos, entre 1993 e 1996.

Em 1996, Obama foi eleito senador por Illinois.

Em 2004, fez campanha pelo lugar que o senador anterior, Peter Fitzgerald, deixara. Nas eleições primárias para a candidatura democrata, os seus opositores foram Blair Hull, um homem de negócios, e Dan Hynes, procurador do estado de Illinois. Obama começou abaixo de Hull nas sondagens de opinião, mas isso mudaria depois de um escândalo de violência doméstica que implicava Hull. A partir daí, melhorou notavelmente a sua imagem, começando a liderar nas sondagens. Foi recebendo apoios dos líderes democráticos. Nas primárias, Obama somou mais votos que os outros seis candidatos combinados, ganhando com 52% dos sufrágios.


Obama enfrentou o candidato conservador Alan Keyes no Illinois. Obama venceu as eleições por uma diferença considerável: 69,97% contra 27,05% de Keyes.

Obama discursando ao eleitorado da Pensilvânia, Outubro de 2008. Em 16 de Janeiro de 2007, anunciou a criação de um comité exploratório para recolha de fundos para uma candidatura à presidência; a 10 de Fevereiro de 2007, declara-se candidato às primárias.

Durante meses de 2008, Obama e a sra. Clinton protagonizaram uma renhida disputa pela nomeação que ficou decidida em fins de Maio, quando o senador ultrapassou os 2118 delegados necessários para lhe garantir a nomeação (2156 de Obama contra 1923 de Hillary Clinton). A 4 de Junho, depois de vencer as primárias do partido no estado de Montana, Barak Obama assumiu-se como o candidato dos democratas para as eleições de 4 de Novembro, embora tenha ainda de aguardar pela convenção do Partido Democrata, a ter lugar em Agosto, em que será formalmente nomeado. No dia 7 de Junho Hillary Clinton desiste a sua candidatura apoiando Obama a concorrer às presidenciais.

Em 28 de agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain.

Devido à sua história pessoal (pai negro, mãe branca e padrasto asiático) é visto por muitos como um unificador, alguém que consegue transpor a barreira racial. O próprio Obama, já brincou com isso no programa da popular apresentadora americana Oprah Winfrey, quando disse que jantares de sua família "são sempre uma mini-ONU, com parentes de todas as etnias". Ainda assim, chegou a ser acusado de racismo contra indivíduos de etnia branca, por ter participado da Igreja do Pastor Jeremiah Wright,considerado racista negro. Obama negou a associação. Associações racistas e nazistas consideraram-no um extremista racial negro, de origem islâmica, Daniel Pipes o considerou muçulmano, por ser filho de pai muçulmano, ainda que não praticante. Apesar disso, alguns grupos supremacistas brancos chegaram a declarar-lhe apoio.

Recebeu o importante apoio da Família Kennedy, sendo comparado muitas vezes ao ex-presidente John Kennedy na sua capacidade de animar os eleitores e oferecer uma nova liderança.

Em 4 de novembro de 2008, Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, derrotando John McCain.

Tomou posse hoje como o 44º Presidente do Estados Unidos da América. Até Janeiro de 2013.

Parabéns Barack Obama.
Parabéns EUA.

9 comentários:

Afonso da Maia disse...

Defendo o Pluralismo e um mundo multi-racial.
História meus amigos! Acho que ainda não vimos nada.
Eu teria votado em Obama desde o primeiro minuto.

Anónimo disse...

Finalmente um presidente de centro esquerda nos Estados Unidos. É incrível como só eles trazem a mudança!

Go Obama!

issope disse...

Um filho do povo que se torna na grande esperança desse povo e que vai tentar fazer aquilo que os grandes senhores da direita não conseguiram fazer.
Parece como tem a contecido em Elvas com Rondão Almeida!

Badji disse...

Se nos tempos que correm se pedisse uma lufada de ar fresco, todos tem a esperança que esa lufada se chame Barack H. Obama, um homem só não conseguirá sozinho mudar o mundo mas utilizando uma expressão bem sua, yes, we can.

Anónimo disse...

A malta dos ADE-IR, à medida que o tempo passa e nos aproximamos das eleições autárquicas, revela imobilismo e, sobretudo, incapacidade total de contrariar a máquina de Rondão Almeida, enorme produtora de obras e eventos.
Uma leitura diferente desta será sempre distante da realidade do concelho.
(Atenção a esta última palavra: "concelho". Não confundir com cidade)

Anónimo disse...

Pelo menos o Badji vem aqui construtivamente. Muito bem.

Manuel Henrique disse...

Tens razão. Este é um bom blog.
Este, o Cidadelvas, o Zé de Mello, o Três Paixões, o Elvas Cidade Viva, são blogs sérios.
Mas há por aí dois que são umas latas do lixo de ofensas pessoais, insinuações e falta de educação.
Valha-me Deus!

Manuel Henrique

Anónimo disse...

Por aqui já passou o mijas do Vintém incompetente

Anónimo disse...

Vamos lá ver se nos entendemos.
Todos têm direito a fazer leituras políticas.
Não é só o Tiago Abreu no blogue da má-língua e o Chico Vieira no Linhas…

Comecemos pelos factos.
A excursão desta tarde a Lisboa, para ir para as galerias da Assembleia da República, só tem tido um a empunhar a bandeira da luta: José Júlio Cabaceira.
Então o Tiago? E o Vieira? E os outros?

A leitura é a seguinte.
Isto quer dizer, muito simplesmente, que Vieiras, Tiagos, Pepones e Simões das Dores querem pôr o Cabaceira à margem.
E a coligação eleitoral?
PSD+CDS, com Cabaceira e Abreu, mas sem Dores e Vieira?
Ou Dores e Vieira arrancam para um movimento de independentes, deixam o Cabaceira de fora e mais tarde logo se vê o Tiago?
Isto tudo tem um espectador atento e tranquilo. Sentado na cadeira do seu gabinete.
De facto, estão todos a pôr-se a jeito de Rondão Almeida.